13.11.09

...as pessoas são ingratas. é mesmo assim. para as aflições cá estou eu. para as  coisas boas convida as outras vizinhas...está Clotilde a preparar o almoço, com estes pensamentos a atazanarem-na, quando a mãe a chama pois necessita tomar a medicação. Clotilde ressente-se uma é casada, a outra é viúva...eu, que nunca casei e não foi à falta de pretendentes, mas de tempo para lhes dedicar pois sempre cuidei da casa e dos meus pais, que estou a ficar velhota e um destes dias a minha mãe morre e fico sozinha bem necessito arranjar uma companhia. até para saborear as alegrias do casamento. e com este pensamento sente-se corar. pede à mãe que espere um pouco. tem de perder aquele rubor. deve parecer uma pele-vermelha.

na rua, batendo pé pela zona das lojas com roupa de qualidade – ainda pensa ir a um shopping mas desiste. não está muito  habituada a esses espaços – Josefa pensa que talvez um tailleur seja melhor opção. venha a ter mais uso no futuro, mas logo hesita. pois não quer ela dar uma volta em sua vida? a D. Amélia não disse que depois poderiam ir dançar? um vestido é o que lhe convém, mas claro que será melhor comprar sapatos a condizer. felizmente tem a reforma dela e a do marido, mais as aplicações que ele fez e que rendem uns extras. sente-se animada e feliz. mais propriamente, excitada como uma adolescente por essa ruptura na sua rotina em que tudo era igual monótono e inalterado há tempo demais...
sinto-me:
ilustrado por Conceição às 14:04

texto a partir da imagem...
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