08.11.09

em cada casa disposição e ânimos bem diversos. Maria Rita, já conhecedora e habituada aos humores da mãe não valorizou o silêncio dos pais à mesa. Zeca, filho de uma ampla família, irmão mais novo de sete filhos numa casa onde o burburinho e as conversas eram uma constante, tendo como único referencial da família Cunha e Silva o jantar conjunto, estranhou o denso silêncio mas lembrou-se do ditado: “entre marido e mulher não metas a colher” e levou à conta de discussão de casal. claro que o receberam bem e fizeram conversa casual sobre o passeio, tendo a filha aproveitado para informar os pais irem ao cinema, a uma sessão de 22H15. a mãe anuiu, fazem bem filhos, divirtam-se.

Josefa andava numa euforia que não conhecia limites. dera uma bofetada de luva branca a Mariana e esta enfiara o rabinho entre as pernas. estivera calada mas não incomodara. óptimo. era para aprender que os outros têm direito a viver. isto não é a Índia onde as viúvas seguiam os maridos mortos para as piras assim se matando. ora, ora! Amélia, exuberante como sempre, nem estranhava o silêncio de Eleutério. Este sentia-se mal. dividido. emoções que julgava mortas vieram à tona. limitou-se a dizer: então combina lá uma saída com as tuas amigas e o marido, eu convido o Joaquim para fazer par com a D. Josefa. podemos ir jantar e depois dançar.
sinto-me:
ilustrado por Conceição às 14:23

texto a partir da imagem...
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