08.11.09

o desespero de Mariana atinge tal paroxismo que, vestida como está, se mete debaixo do chuveiro onde deixa as lágrimas e os soluços correrem livres dando vazão à dor que a estralhaça. tantos anos para se livrar das memórias de Té-té e agora este cai-lhe de pára-quedas, vindo do 4º andar. de repente tanto soluça como ri. vê o ridículo da situação. Té-té, Léu-léu... mas desculpa-se. afinal eles entravam na adolescência. tinham quinze anos quando começaram a namorar apesar dos ameaços já virem do final dos treze. crianças ainda. meninos em crescimento quando assim o chamava com ternura. agora, nos sessenta mé-mé, léu-léu....repete os diminutivos vezes sem conta. ovelha e, por um triz, cão...arre que mariquices de mau gosto! os soluços redobram levado já o agudo riso histérico pelo ralo. esquecido da mulher, por habituado às variações de humor, Antero vê, descansado o jogo de futebol. a filha saiu com Zeca a passear Bernardo e ele agradece estes momentos de paz ignorando o temporal que se forma e abaterá sobre suas vidas.

sinto-me: com vontade de um chá
ilustrado por Conceição às 11:26

texto a partir da imagem...
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