06.11.09

Josefa está ocupada nos afazeres domésticos rotineiros, que  cansam o corpo, mas deixam a mente livre para correr sem freio, quando um intenso pensamento se impõe. não posso ter medo da D. Mariana. sei que a solidão me pesa, engulo muitos sapos e cobras, por me calar, mas sou gente. penso e tenho direito quer a pensar quer a ser feliz e não vejo que mal a D. Amélia faz ao mundo se é livre e o amigo ou namorado, que seja, também. neste remoinho de pensamentos e emoções despoletadas decide dar o seu grito do Ipiranga. mal o pensa logo passa à acção. arranja-se um pouco, penteia o cabelo e sai porta fora. toca à campainha de Mariana, olá vizinha, venho convidá-la para vir tomar chá comigo e com a D. Amélia. vou fazer o meu bolo especial para o lanche. às 17H00 está bem? sem esperar resposta mete-se no elevador, que já cuidara de chamar para deixar Mariana sem tempo de reacção, e vai até ao 4º andar convidar D. Amélia. volta para casa liberta de enorme peso e segura de si. hum, as amigas, respeitam-se! respeitam as diferenças de cada uma!

por seu lado, no intervalo da apresentação, Zeca tem um refrão a ecoar, sem fim, na sua cabeça. Maria Rita, Maria Rita, de uma velha canção do Duo Ouro Negro.
sinto-me: viva
ilustrado por Conceição às 15:43

texto a partir da imagem...
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