15.11.09

Mariana marcou hora no cabeleireiro pelas dezassete. têm ainda muito tempo para almoçar nas calmas e dar um passeio aproveitando o dia que se apresenta soalheiro sem estar quente demais. a Quinta apresenta-se luxuriante de verdura na transição, ainda não iniciada, para o Outono que logo pincelará a natureza com novas e quentes tonalidades. Clotilde está melindrada. são vizinhas e amigas. mais até. confidentes. muitas vezes passava o serão em casa de Amélia mesmo depois de ela iniciar a nova relação. pelo óculo da porta espiolhara o movimento em casa desta. compras e mais compra... pois bem, faria como em tantas outras noites. depois de jantar tocaria à porta da vizinha como quem de nada sabe, pois nada sabia oficialmente - ia chamar-lhe amiga mas achou não ser merecedora - desafiando-a para um joguinho a três ou a duas. conforme. resolveu sair e comprar um vestido novo. teria também de comprar uns sapatos adequados. de salto, mas confortáveis. assim pensando organizou tudo. deixou o almoço da mãe, num termo junto dela, bem como uma garrafa de água, um termo com chá de tília e a medicação do almoço. não seria dinheiro mal gasto. daí a dois meses tinha o casamento de um sobrinho e o vestido serviria na perfeição para o momento. tinha uma pochette em tons neutros, mas bonita, que facilmente faria conjunto. em casa de Amélia os preparativos para o jantar decorriam bem num ambiente levemente tenso derivado à sisudez de Eleutério. Amélia ponderou perguntar-lhe o que o afligia, mas achou melhor deixa-lo em paz. fingir que nada percebia.


texto a partir da imagem...
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